CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




CCT recebe palestra do CREA-RJ sobre aproveitamento de água da chuva

03-07-2019

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) promoveu em Teresópolis a palestra gratuita “Aproveitamento de água da chuva nas edificações”, recebida pelo curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso). Na ocasião, Leonardo Heitor Richa Nogueira, engenheiro civil, mestre em Engenharia Ambiental, professor de pós-graduação em Saneamento da UERJ e consultor ambiental, discorreu sobre o assunto que tem sido cada vez mais importante e que fará parte do dia a dia dos futuros engenheiros formados pelo Unifeso.

Segundo Leonardo, o ideal seria termos um processo de educação ambiental, vegetar as bacias hidrográficas e descentralizar a urbanização, mas estes aspectos são praticamente utópicos e levariam cerca de quatro gerações para que começassem a dar resultados efetivos. “Não temos tempo para esperar essas quatro gerações. Precisamos entender que a crise hídrica já está presente. O custo da água da rede pública está cada vez mais alto, sobe sempre acima da inflação para o consumidor”, disse.

Ele ressaltou que existe uma lei no estado do Rio de Janeiro, desde 2004, que obriga o aproveitamento da água da chuva e que, inclusive, há leis municipais que preveem desconto no IPTU, chamado IPTU Verde, para os cidadãos que investiram em sistemas de captação de água de chuva em suas residências. “Cerca de 70 municípios no Brasil têm o IPTU Verde, mas infelizmente, Teresópolis não é um deles. Conclamo a plateia a acionar seus parlamentares a introduzirem a lei no município. Essas pessoas merecem ser recompensadas”, falou Leonardo.

O aproveitamento da água da chuva é feito de forma simples e adequado à realidade brasileira, além de ter um custo mais baixo do que o de outros sistemas. Segundo o professor Heleno da Costa Miranda, coordenador do curso de Engenharia Civil, o aproveitamento é fundamental também para a proteção contra enchentes. “Quando você capta a água no momento de pico das chuvas, e descarta depois gradativamente, evita que os mananciais e que os rios sejam impactados naquele momento crítico”, explicou.

Leonardo concorda e compara o sistema de captação das residências a uma versão menor dos chamados piscinões, que foram instalados em grandes municípios, como Rio de Janeiro e São Paulo, para tentar minimizar os impactos das fortes chuvas. “O problema é que o piscinão recebe também os resíduos sólidos que são carregados pela água, e não é feita a devida manutenção. O Brasil é pródigo em fazer a construção e deixar de lado a manutenção, assim como acontece com os hospitais públicos, escolas públicas etc. A diferença é que nas nossas piscininhas fazemos manutenção, afinal, estão dentro da nossa casa. As piscininhas residenciais são benéficas para o município, pois poupam a rede de drenagem, e para a sociedade como um todo, porque a água vai deixar de escoar e de se contaminar com os poluentes”, concluiu o palestrante.

Por Juliana Lila