CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Unifeso realiza XXXIII Jornada Científica do Internato Médico

26-04-2019

Os formandos do curso de Medicina do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) apresentaram, neste dia 26 de abril, seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) na XXXIII Jornada Científica do Internato Médico. A Jornada tem por objetivo divulgar a produção acadêmica a partir dos TCCs elaborados pelos estudantes e seus orientadores durante o curso. 

Apresentaram seus trabalhos estudantes da Turma 88, com a presença de familiares, professores e demais interessados, inclusive os formandos da turma 89, os próximos a subir no palco ainda neste ano. “Esse é o momento mais importante da graduação deles, quando se sentem muito gratificados do resultado obtido ao longo da trajetória do curso”, notou o professor Carlos Pereira Nunes, coordenador de TCCs. 

Toda a produção científica produzida pelos alunos de Medicina fica disponível nos Cadernos de Medicina, através Editora Unifeso, no site. “Nossa jornada é bem estruturada, com trabalhos completos nos anais, que ficam em nosso site e tem a indexação oficial no International Standard Book Number, o ISBN”, lembrou o professor Manoel Pombo, coordenador do curso de Medicina. O ISBN é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição.

A formada Catarina Barata apresentou uma revisão bibliográfica sobre o tema “transtornos alimentares”. “É uma realidade que nosso mundo vive cada vez mais e um assunto ainda pouco falado, por isso, será interessante ter o meu trabalho publicado. Fora que eu tenho interesse na área de psiquiatria e, quem sabe, mais para frente, eu possa até me aprofundar nesta questão com mais pesquisas”, disse a estudante. 



Pela Medicina Humanizada

O evento contou com a palestra do pneumologista Alexandre Pinto Cardoso, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele foi convidado para abordar a temática acerca do “Ensino da Humanidade no Curso Médico” e se mostrou preocupado com a maneira com que estudantes e professores têm lidado com a questão. Ele destacou ainda a preocupação de que hoje, com os avanços tecnológicos como exames computadorizados e cirurgias robóticas, a humanização tenha se perdido ainda mais.

“É um tema relevante não só para estudantes quanto para todos os médicos. Para esta profissão, o pré-requisito fundamental é ser uma pessoa humana e, muitas vezes, essa postura de acolhimento, de compreensão, de entender a fragilidade do outro se perde durante o curso médico, pois as pessoas começam a conter as emoções e não criam vínculo com o paciente. Mas sem criar vínculo não se relaciona com ninguém, não existindo a relação médico-paciente”, colocou o palestrante. 



Por Giovana Campos