CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Estudante de Ciências Biológicas realiza trabalho no Parnaso com espécies de primatas ameaçadas de extinção

28-07-2020

Paulo Rodrigo Dias, estudante de Ciências Biológicas do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), realiza, há mais de um ano, o levantamento de primatas ameaçados de extinção que vivem nas áreas de visitação turística do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso). O estudante começou a trabalhar voluntariamente no Parque, em março de 2019, mas hoje é bolsista PIBIC/ICMBio.

Atualmente estão mapeadas três espécies na região: mico-leão-dourado, sagui –da-serra-escuro e muriqui-do-sul, e o estudante tem focado seus estudos neste último grupo. “Acompanho uma população de muriquis-do-sul no Complexo do Dedo de Deus, área que abrange as trilhas do Dedo de Deus, da Cabeça de Peixe, do Dedinho de Nossa Senhora e do Escalavrado. O muriqui é o maior primata neotropical, ou seja, o maior das Américas, e sua ocorrência em áreas de visitação pode sofrer impactos. A ideia é desenvolver  um turismo consciente e que gere renda para as comunidades locais”, explica Paulo. 

O trabalho de monitoramento da espécie tem como objetivos entender, em detalhes, os efeitos negativos que o turismo pode ou não causar na espécie, como, por exemplo, as doenças que podem ser transmitidas entre os animais e os humanos; estimar a população de muriquis no Parnaso; além de realizar estudos alimentares. Paulo conta que ficou maravilhado com o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) desde o primeiro contato, tanto por causa do tamanho como por seu comportamento. “Conversei com meu orientador e ele me perguntou se eu teria vontade e disposição de trabalhar com essa espécie no Parnaso, disposição porque essa espécie vive em lugares de acessos bem difíceis, como é o caso a trilha do Dedo de Deus e da Cabeça de Peixe”, destaca.

Paulo irá se formar no fim deste ano e revela que tem planos de fazer um mestrado, seguindo a linha do trabalho realizado com os muriquis do Parnaso. “Pretendo continuar por conta da afinidade com o estudo da espécie e por ter que fazer trabalhos de campo, onde gosto muito de estar”, conta o estudante.

Por Juliana Lila

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