CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Estudantes de Enfermagem participam de seminários no Rio de Janeiro

01-07-2019

Cinco estudantes do curso de Enfermagem do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) participaram, de 24 a 28 de junho, do 20º Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem (SENPE) e do 1º Seminário Internacional de Pesquisa em Enfermagem (SINPE). Os eventos aconteceram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e contaram com a apresentação de seis trabalhos dos estudantes do Unifeso.

Os seminários foram promovidos pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e contaram com reuniões, encontros, debates, reflexões, construção de entendimentos, além do estabelecimento de diretrizes políticas para o desenvolvimento da formação e qualificação de pesquisadores e para a produção, disseminação, divulgação e tradução do conhecimento científico na enfermagem. Os estudantes do Unifeso apresentaram trabalhos de iniciação científica e puderam interagir com estudantes e professores de outras universidades, majoritariamente públicas, que participaram do evento.

Érika Luci Pires Vasconcelos, estudante do 6º período de Enfermagem, contou que um dos trabalhos apresentados abordava a inclusão social da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Enfermagem. Ela fez especialização na linguagem de surdos, oferecida pelo Unifeso, e contou com a orientação da professora Nathalia Quintella para desenvolver o projeto. “Mais de 3% dos brasileiros são surdos, e não há inclusão desses pacientes em nosso sistema de saúde. No trabalho que apresentamos no evento, mostramos a importância de o enfermeiro se capacitar em Libras, afinal, o primeiro contato do paciente no sistema de saúde é feito com o profissional de enfermagem”, explica Érika.

A estudante destacou a importância de participar de eventos como estes e refletiu sobre a disseminação de projetos de iniciação científica no centro universitário. “O evento foi maravilhoso, contribuiu muito para o nosso conhecimento científico. Precisamos disseminar e estimular, cada vez mais, a iniciação científica dentro da faculdade. Afinal, ela é a base de formação e de direcionamento para todos nós”, concluiu.

Outros trabalhos

Os estudantes Alice Damasceno Abreu e Paulo Rogério Vieira Lamarca Flores, ambos do 7º período de Enfermagem, também apresentaram trabalhos no evento. A primeira ficou responsável pela apresentação sobre tecnologias para tratamento de feridas crônicas, já Paulo abordou a questão da espiritualidade na enfermagem. Segundo os estudantes, o impacto foi muito positivo, pois só foram aprovados para os seminários trabalhos com temas inovadores.

“Abordei a questão da tecnologia nos tratamentos de feridas. Hoje em dia discute-se muito a questão da laserterapia na ferida crônica como tratamento adjuvante e não coadjuvante. A ideia é não tirar a medicação durante o tratamento, mas fazer a associação. Esta questão é interessante porque impacta em outros setores, como na gestão hospitalar, por exemplo. Com a tecnologia, é possível diminuir o tempo de cicatrização e, consequentemente, o tempo de internação do paciente”, explicou Alice.

Paulo apresentou a questão da espiritualidade em relação ao cuidado com o paciente. Ele conta que o projeto vem de encontro a um momento de valorização da categoria da Enfermagem, chamado nursing now, lançado recentemente no Brasil, com o objetivo de promover a capacitação dos enfermeiros para assumir papel central no enfrentamento aos desafios de Saúde do século XXI.  Segundo o estudante, o enfermeiro está em um processo contínuo de adoecimento mental. Há um alto índice de suicídio na categoria, e este cenário precisa ser cuidado e mudado, e a espiritualidade poder ser um caminho.

Para Paulo, participar dos seminários foi de grande valia, pois os eventos foram próprios para direcionar à pesquisa. “Trataram da pesquisa não só em relação à publicação, mas para que seja inovadora na assistência, que qualifique a assistência. Para nós o evento foi muito interessante, porque mostrou um olhar diferenciado do que vemos na academia, mostrou um novo viés sobre a pesquisa aplicada na prática”, contou.

Por Juliana Lila

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