Unifeso - Professor Zerillo e o legado para o curso de Medicina do Unifeso

CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Professor Zerillo e o legado para o curso de Medicina do Unifeso

04-06-2021

Professores deixam um legado na vida das pessoas. Todos nós podemos citar ao menos um mestre que nos marcou, não é mesmo? O nome João Zerillo de Andrade Adell perdurará na lembrança de várias gerações de médicos graduados no Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso).

Professor Zerillo, como era conhecido, faleceu no dia 3 de junho de 2021, aos 89 anos, vítima de pneumonia. Ele foi um dos docentes emblemáticos do curso de Medicina do Unifeso. Carregava nas suas próprias histórias, quase que confundidas, a trajetória da própria instituição de ensino, chegando a receber o título de professor emérito da Faculdade de Medicina de Teresópolis, como antes era conhecido o Unifeso.

Nascido em São Paulo, no ano de 1931, doutor Zerillo se formou em Medicina pela Escola Paulista de Medicina - UNIFESP (1957), com especialização em Medicina Especializada em Educação Física e Esporte pela Escola de Educação Física de São Paulo - USP (1959) e especialização em Medicina do Trabalho pela FMT- Feso - RJ (1978). Sua atuação na Feso começou com a criação da Faculdade de Medicina de Teresópolis (FMT), idealizada junto com o professor Giorgio Mazzantini. Autorizada em 1970 e reconhecida em 1975, notabilizou-se no contexto da expansão das escolas médicas no Brasil, principalmente na região Sudeste.

Em 1962, doutor Zerillo assumiu o departamento médico do Clube Atlético Juventus, onde ficou até 1964, quando passou a ocupar a mesma função na Sociedade Esportiva Palmeiras, sendo responsável médico pelas equipes de futebol profissional do famoso clube paulista. Sua carreira na medicina esportiva culminou, em 1966, quando chegou à Seleção Brasileira de Futebol.

Em 1969, quando completou 12 anos de formado e outros tantos de ensino universitário, Zerillo chegou à cidade de Teresópolis, participando da fundação da Faculdade de Medicina de Teresópolis. Assumiu o cargo de professor titular de Histologia e, posteriormente, exerceu todos os cargos gerenciais possíveis, dentre os quais os de chefe de departamento, vice-diretor e diretor. Durante sua vida profissional e docente, recebeu inúmeras homenagens.

Confira alguns depoimentos sobre a trajetória e a importância do professor para a história do curso de Medicina do Unifeso e da Fundação Educacional Serra dos Órgãos (Feso):

“Dr. Zerillo foi médico do trabalho na Termocel, professor e companheiro de Conselho na Feso e irmão na Maçonaria. Nossa convivência, portanto, foi de mais de quarenta anos. Na fábrica tive um amigo, na Feso um companheiro e na Maçonaria um irmão. Sempre nos demos muito bem. Deixa saudades em todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele. Até logo meu amigo, até logo companheiro, até logo meu irmão”, disse Dr. Antonio Luiz da Silva Laginestra, Presidente da Feso.

“Dr. Zerillo faz parte da história da nossa instituição. Foi ele quem trouxe para Teresópolis o projeto da ideia do curso de Medicina, encontrou o apoio da sociedade e, portanto, foi um dos instituidores do curso. Foi um professor brilhante: organizado, planejado, dedicado, muito admirado por conta da sua didática e empenho. Temos o professor como um dos homens mais importantes da história da nossa instituição e fará muita falta”, declarou Prof. Luis Eduardo Possidente Tostes, diretor Geral da Feso. 

“A Feso passou a existir, de fato, com o curso de Medicina, em 1970, por conta da vinda do Dr. Zerillo. Ele e o Dr. Giorgio Mazzantini já tinham ido a outros municípios e acabaram escolhendo Teresópolis para fundar a faculdade. Essa escolha foi o que impulsionou todo o movimento para que a Feso, de fato, acontecesse. Vale destacar a importância dele na vida de todos nós que passamos por aqui, alunos, professores e funcionários. Se não fosse essa decisão empreendedora dele de trazer o curso para cá, as nossas histórias de vida possivelmente seriam muito diferentes. Quantas pessoas já passaram por aqui, já se formaram, já trabalharam? Esse aspecto da existência da Feso está ligado à história do professor Zerillo. Ele é uma figura não só do curso de Medicina, mas da Fundação”, afirma a professora Verônica Albuquerque, reitora do Unifeso.

“O professor Zerillo bolou um método de prova em que colocava uma lâmina no microscópio e focava na estrutura que queria que os alunos identificassem. Os estudantes podiam mexer no foco do microscópio, mas não no charriot, cuja função é movimentar a lâmina no plano horizontal. Então, a frase dele ‘não mexa no charriot!’, ficou famosa por conta dessa prova que acontecia em sistema de rodízio. É um professor muito querido, muito comprometido, marcou a vida de muitos estudantes e todos temos muito carinho por ele. Na entrevista que fiz com ele, em outubro de 2020, por conta do Jubileu de Ouro do curso de Medicina, pedi um conselho a ele como gestora do curso, e ele disse: ‘invista na tecnologia, ela é o futuro!'”, lembra a professora Simone Rodrigues, coordenadora do curso de Medicina.

 “Conheci o Dr. Zerillo no dia 12 de março de 1973, quando foi o primeiro dia de aula da primeira turma de Medicina, da qual eu fazia parte. Comecei a admirá-lo e a tê-lo como exemplo. Ele sempre foi muito correto, muito certo, e eu achava fantástica a forma como ele explicava as coisas. Enquanto aluno, fui também monitor e ajudava o professor com as projeções da aula de Histologia, em uma ocasião, ele precisou se ausentar no meio da aula e me deixou responsável por seguir com o conteúdo. Essa foi a primeira aula que eu dei. Percebi a confiança dele e a responsabilidade que ele via em mim, me sentia responsável por retribuir e a forma de retribuir era dar o melhor de mim”, contou o professor Daniel Hernandez, coordenador do Grupo de História da Medicina. 

Por Juliana Lila

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