Unifeso - Proteger Teresópolis faz capacitação e debate primeiros resultados

CENTRO UNIVERSITÁRIO SERRA DOS ÓRGÃOS




Proteger Teresópolis faz capacitação e debate primeiros resultados

16-09-2021

Os alunos que fazem parte do Projeto Proteger Teresópolis participaram, no dia 13 de setembro, da primeira capacitação presencial da segunda etapa do trabalho. Reunidos no campus do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), analisaram os dados já colhidos em duas comunidades da região do Bairro de São Pedro e debateram as principais necessidades identificadas nas moradias visitadas pelo grupo até o momento. Participaram do encontro a professora Vivian Paim, diretora do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), a professora Roberta Amaral, diretora de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão (DPPE), o coronel Albert Andrade, secretário de Defesa Civil do município de Teresópolis, Anderson Duarte, coordenador de Extensão e do Proteger Teresópolis e o professor Thiago Carnavale, docente do curso de Engenharia e quem conduziu a oficina sobre a construção dos índices a partir dos dados colhidos em campo pelos alunos.

“Os dados trazidos pelos alunos são muito importantes para a construção dos índices, mas a diferença que o trabalho desenvolvido pelo projeto faz na construção destes futuros profissionais, é imensurável. Trazer as dificuldades vividas pelas pessoas no dia a dia, para além do que está presente no questionário aplicado, é a melhor resposta que podemos esperar do Proteger na vida dos nossos alunos”, enalteceu a professora Vivian Paim. Durante o encontro, os extensionistas tiveram a chance de compartilhar suas experiências em campo e dividir algumas situações comoventes e sensíveis nos bairros do Pimentel e Perpétuo.

“Ver doenças, que hoje têm tratamento mais acessível e relativamente simples, como a tuberculose, ainda presentes na sociedade e vitimando muitos teresopolitanos, me deixou bastante impactada. Como aluna do curso de Medicina, vejo que a informação é muito mais importante em certas comunidades do que intervenções do poder público mais robustas. Conhecer essas pessoas é fundamental para proporcionar uma vida mais digna e com qualidade, e isso o Proteger faz muito bem, produz conhecimento sobre essas famílias e vidas”, relata a estudante Ana Carolina Borba de Frias, do curso de Medicina do Unifeso.

O coronel Albert enalteceu a capacidade produtiva dos alunos e salientou como o trabalho tem feito a diferença para a organização institucional da Defesa Civil. “Cada um dos questionários preenchidos pelos alunos do Proteger traz informações muito mais importantes do que apenas um retrato técnico e científico, eles nos mostram como podemos fazer do nosso trabalho um instrumento de mudança na vida daquelas pessoas. Conhecemos necessidades reais, nos organizamos enquanto instituição que prega a prevenção, ou seja, podemos ser mais eficientes e humanos no nosso trabalho”, diz o secretário de Defesa Civil.

Para a professora Roberta Amaral, o projeto está cumprindo o seu papel enquanto atividade de Extensão, mas, acima de tudo, servindo de parâmetro para que outros municípios desenvolvam o mesmo trabalho. “Não temos dúvida da importância do Proteger na vida do teresopolitano, mas o exemplo que estamos dando para o país, através de um projeto inédito, pode ser ainda mais relevante. Os resultados positivos já colhidos e transformados em inovação administrativa para o poder público podem fazer com que a metodologia ultrapasse nossas fronteiras e isso seria incrível do ponto de vista do aprimoramento da administração pública”, ilustra a professora Roberta.

Para a sequência do projeto uma nova comunidade será analisada e contará com o reforço dos alunos do curso de Direito do Unifeso, que, através do trabalho da Clínica de Direito, farão as visitas a campo e posteriormente a análise de dados, conjuntamente com os participantes do Proteger. Em Santa Cecília, atuarão, além dos setenta componentes do projeto, outros trinta estudantes graduandos em Direito. “Esse é um reforço importante para o projeto e uma oportunidade de incluirmos questões muito sensíveis ao teresopolitano, como a regularização fundiária e os direitos envolvendo a propriedade. A ocupação do solo e os aspectos legais dessa ocupação são preocupações desta nova etapa do Proteger”, explica Anderson Duarte. Além de Santa Cecília, até o final desta segunda etapa, mais quatro comunidades receberão os alunos do Proteger: Rosário, Barroso, Morro do Tiro e Ilha do Caxangá.

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