Exposição Direitos Humanos e a Inteligência Artificial

ISBN: 978-65-5320-054-8

A inteligência artificial chegou! Quem trabalha com a educação, por exemplo, sabe que é um caminho sem volta. Hoje, nós professores, vivemos a dúvida daquele texto bem feito ser do aluno ou feito por I.A. Por sua vez, a praticidade, ainda que não seja perfeita, que esses dispositivos oferecem acabam seduzindo as pessoas ao seu redor.

Entendendo que passamos por essa mudança paradigmática, como pensar em usos pedagógicos para ela? Como aceitar que parte do trabalho de professores, atualmente, também está ligada a uma educação para mídia? Em um mundo de tanta velocidade e com demandas que nos sobrecarregam, parece que a construção de um pensamento crítico, bem elaborado, está em último plano na lista de prioridades das pessoas. Dessa maneira nos parece urgente refletir sobre como utilizar, de forma positiva, a Inteligência Artificial nas nossas vidas.

Pensando em construir um novo olhar sobre o tema, surgiu a idéia de criar a exposição “Direitos Humanos e Inteligência Artificial: Contribuições, Perigos e Reflexões”. Aqui, os monitores do Núcleo de Direitos Humanos (NDH) foram incumbidos de criar imagens, charges e textos que nos façam ponderar sobre as temáticas abordadas e que gerem discussões sobre como estamos utilizando esse recurso.

Ao contrário da escrita, que é um recurso que se espera que pessoas na academia dominem, a imagem é um elemento negligenciado no processo ensino-aprendizagem e acaba por deixar de fora um aspecto muito importante: o fato dela ser uma forma de comunicação democrática. Uma imagem acessa pessoas de uma forma muito mais acessível do que as palavras. Como diz o clássico provérbio atribuído ao filósofo Confúcio “Uma imagem vale mais do que mil palavra”. Dessa forma, achamos uma maneira interessante trabalhar o com o recurso das imagens para pensarmos os Direitos Humanos.

Contudo, quantas pessoas trabalham com produções de imagens, fotografia e isso é fundamental para sua subsistência? Será que essa exposição também não traz o lado negativo da Inteligência Artificial? Será que nós, enquanto sociedade, deveríamos começar a valorizar mais o desenho e entendê-lo como uma estratégia de comunicação e, por isso, necessária de ser ensinada de maneira mais ampliada?

Essa dúvida não será respondida por mim e acredito que não por você que está lendo. Mas quero plantar essa dúvida, essa reflexão em você que irá aproveitar o nosso trabalho. Então é esse o convite da nossa atividade de hoje: PENSE! REFLITA! O pensamento crítico e uma opinião precisam ser construídos enquanto um produto artesanal, fabricado em pequena escala, com a utilização de trabalho manual e como um artesão sendo consciente de todas as etapas do processo de criação e não como um produto manufaturado, produzido em larga escala e pronto para consumo. Então, aproveite o nosso trabalho e “artesane-se”.

TÍTULO ISBN TIPO AÇÃO
Exposição Direitos Humanos e a Inteligência Artificial 978-65-5320-054-8 EDIÇÃO COMPLETA