No formulário são identificadas situações como a existência de pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção, o grau de confiabilidade nas sirenes do Sistema de Alerta e Alarme, se os moradores conhecem as rotas de fuga e os pontos de apoio se for preciso sair de casa em caso de chuva forte, entre outras. O trabalho foi acompanhado pelo secretário de Defesa Civil, coronel Albert Andrade, e pelo juiz Caio Márcio Taranto, titular da Vara Única Federal de Teresópolis, pelo coordenador do curso de Direito, Lucas Baffi, e pelo Raphael Rocha, coordenador da Clínica de Direito do Unifeso.
“O projeto tem um lado social muito forte e dá suporte para que o poder público possa construir com a comunidade uma cidade melhor. Apenas o estudo do universo real permite uma percepção exata do trabalho que deve ser feito e dos desafios envolvendo a necessidade de identificação dessas moradias e também de uma assistência do poder público aos mais necessitados”, avaliou o juiz federal Caio Márcio Taranto, coordenador de pós-graduação no Unifeso.
A contribuição do projeto para a construção de um banco de dados para futuras políticas públicas de regularização fundiária também foi pontuada. “Uma das nossas maiores dificuldades é com relação à parte documental das propriedades no que diz respeito às desinterdições. Essa nova fase do Proteger Teresópolis nos dá oportunidade para aproveitar as informações colhidas para desenvolver um trabalho relacionado à regularização fundiária de Teresópolis”, relatou o coronel Albert Andrade, secretário municipal de Defesa Civil.
Para o presidente da Associação de Moradores do Perpétuo, Francisco Marques, o Proteger Teresópolis vai contribuir para que o poder público conheça melhor a realidade de sua comunidade. “Esse é um trabalho essencial para as pessoas verem as dificuldades de cada morador. A Defesa Civil fazendo isso, junto com o Unifeso, vai saber a real dificuldade de cada um e a Prefeitura poderá dar uma assistência melhor para a nossa comunidade”, comentou ele, que também coordena o Núcleo de Defesa Civil Comunitária do Perpétuo.
Para Júlia Bergianti, do 10º período de Medicina, “o Proteger Teresópolis é um choque de realidade tanto pra saber quantas pessoas precisam de ajuda como pra ver o quanto somos privilegiados”.
“É uma experiência muito boa. Temos contato direto com a comunidade e vemos situações de vulnerabilidade que nos deixam emocionados”, relatou Maria Cristina Santos Gomes, do curso de Enfermagem.
“Temos uma realidade em Teresópolis muito complicada por tudo o que a gente vive e passa. Esse projeto tenta minimizar esses impactos e trazer uma melhor situação aos nossos semelhantes. Poder contribuir com a sociedade é muito gratificante”, avaliou o estudante de Direito, João Filipe Coloneze.
O estudante de Psicologia Marcelo Soares trabalhou como voluntário ajudando as vítimas da tragédia de 2011, quando teve contato com situações de vulnerabilidade de solo e de habitação. “Estou morando há 5 meses em Teresópolis e achei interessante participar desse projeto de mapeamento de riscos para políticas públicas futuras, e também para entender melhor o impacto dessa realidade na vida das pessoas”, falou.
Informações: ASCOM da Prefeitura de Teresópolis
Fotos: Bruno Nepomuceno
Por Giovana Campos
