No dia 29 de abril, eles defenderam suas pesquisas na XXXIX Jornada Científica do Internato Médico, evento que tem por objetivo divulgar a produção acadêmica a partir dos TCCs elaborados pelos estudantes e seus orientadores durante o curso. Na abertura do evento, estavam presentes as professoras Mariana Arcuri, diretora na Direção Acadêmica de Ciências da Saúde (Dacs); Roberta Amaral, diretora na Direção de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão (DPPE); Simone Rodrigues, coordenadora do curso de Medicina; e Alba Fernandes, assessora do curso; além de professores, estudantes e alguns pais, que foram prestigiar os trabalhos de seus filhos.
“A Jornada Científica do Internato do curso de Medicina acontece todo o semestre. É uma atividade em que os alunos que estão se graduando fazem uma apresentação dos trabalhos elaborados durante o curso. Essa última jornada voltou a ser presencial e contou com oito bancas, cada uma com três professores, que avaliaram os trabalhos apresentados. A opinião unânime dos avaliadores foi que a qualidade dos trabalhos, esse semestre, foi muito boa e todos foram aprovados”, destacou o professor Carlos Pereira Nunes.
No início das jornadas há sempre uma palestra feita por um convidado. Esse semestre, o convidado foi o professor Mauro Geller, que fez uma palestra sobre a Covid-19: Atualidades e Perspectivas, quando falou sobre as vacinas, diferentes mecanismos de ação e potência e também sobre o surgimento de novas variantes, mostrando que se trata de um processo que veio pra ficar. Após a palestra, os estudantes foram direcionados às respectivas salas, onde fizeram a apresentação dos trabalhos.
Mauro Geller é graduado em Medicina pelo Unifeso, tem mestrado em Educação Médica, pela Universidade Católica de Petrópolis, e doutorado em Clínica Médica, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é professor na UFRJ, no Unifeso e professor consultor na Universidade de Nova Iorque. Geller possui experiência na área de imunologia, com ênfase na imunogenética.
“Foi uma satisfação ter sido convidado para fazer uma palestra sobre Covid-19, em que abordamos a atualidade e as perspectivas dessa doença que é ainda uma epidemia. Iniciamos com uma linha do tempo, desde 1960, quando foi identificada a família do coronavírus, passando pelo ano fatídico de 2020, quando o Brasil teve o primeiro caso, em fevereiro, e com o desenvolvimento da pandemia até os dias de hoje, quando, em abril deste ano, o Ministério da Saúde determinou o fim do estado de emergência”, contou Geller. Ele ainda abortou as situações atuais da União Europeia e da Ásia, destacando o aumento dos casos positivos, principalmente na Alemanha, na Inglaterra e na China.
“Precisamos destacar continuamente os benefícios da vacinação. Abordamos também as novas variantes da Ômicron e as que estão surgindo na África do Sul. Falamos com bastante destaque sobre as vacinas em crianças e sobre uma condição pós-Covid que vem acometendo diferentes populações, de prolongamento dos sintomas, destacando todo o seu quadro clínico e o que fazer, pois alguns pacientes, além de dores, apresentam fadiga, depressão, não retenção da memória presente e confusão mental. Foi feita também uma abordagem sobre as novas terapias desenvolvidas, bem como as novas vacinas que trarão as atualizações virais. Hoje o que se vê como perspectiva é a continuidade da utilização de vacinas para o coronavírus de maneira atualizada, assim como é feito para a Influenza”, explicou o professor Geller.
Por Juliana Lila
