Segundo o Dr. Fábio Gouvêa, cardiologista que realizou o procedimento, trata-se de um procedimento igual ao de hemodinâmica, só que, ao invés verificar se os vasos estão obstruídos, observa-se se parte elétrica do coração está funcionando de forma adequada ou não. Sendo assim, a ideia do procedimento é similar ao de hemodinâmica, porém as técnicas são diferentes. “A paciente de hoje faz uma arritmia com uma resposta alta, ou seja, o coração bate de forma bem rápida, e ela acaba passando muito mal. A ideia da ablação é trazer a velocidade do coração para níveis normais, fazendo com que a paciente ganhe qualidade de vida e fique assintomática”, explicou Dr. Fábio.
Ele conta que a arritmia é um universo dentro da cardiologia. “Estamos falando de ritmos cardíacos muito rápidos ou muito lentos. Dentro dos muito rápidos ou muito lentos há um outro universo de hipóteses diagnósticas. Então, de forma geral, a gente tenta entender que tipo de arritmia o paciente tem. A partir da principal hipótese diagnóstica, é feito um estudo para achar o foco da arritmia dentro do coração. Feito isso, usamos um cateter fininho e fazemos uma lesão por calor no local, e a arritmia deixa de acontecer”, detalhou.
No procedimento, a veia da perna é usada para chegar até a veia do coração. O procedimento leva, em média, duas horas.
Por Juliana Lila
