Os estudantes chegam ao setor por demanda espontânea ou indicados por algum professor ou pelo coordenador. “O professor percebe alguma dificuldade do estudante, seja de ordem acadêmica ou emocional, e pode fazer a indicação do Nappa. Geralmente, o primeiro atendimento é realizado por uma psicóloga, que faz uma avaliação. Se for uma questão acadêmica, ele é encaminhado para a pedagoga, mas se o estudante tiver alguma dificuldade de fala ou de audição, ele é indicado para a fonoaudióloga ou para a professora de Libras”, explica a professora Gicele Faissal, pedagoga responsável pelo Nappa.
O acompanhamento pedagógico é voltado para a organização dos estudos. O Nappa desenvolveu uma cartilha com dicas de como estudar melhor. Trata-se de um material com sugestões simples e metodologias de estudo para que o estudante avalie com qual se adapta melhor. “Com a volta das aulas presenciais, a convivência acadêmica, o deslocamento de um campus para outro, voltar a morar sozinho em Teresópolis e conciliar a rotina de trabalho com a de estudos, por exemplo, são fatores que podem deixar o estudante confuso. Então, avaliamos cada caso e observamos como o aluno se organiza para o estudo individual, porque não é suficiente só vir para a faculdade assistir às aulas, o estudante precisa reforçar, revisar e construir o conhecimento a partir do material que é disponibilizado”, destaca Rosângela Pimentel Guimarães Crisostomo, pedagoga do Nappa.
O setor também recebe muita procura por conta da inibição de falar em público, principalmente quando chega a hora das apresentações em seminários ou da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A fonoaudióloga trabalha as técnicas de oratória para que o aluno consiga respirar melhor, aprimore a dicção, o volume da voz, entre outras questões. “Fazemos uma simulação, colocamos o estudante para ler em voz alta e o treinamos para falar em público. Nossa ideia é que o estudante valorize o caminho, pois ele coloca um peso muito grande no TCC ou na apresentação oral de um seminário”, contou Rosângela.
Já quando o estudante que tem alguma necessidade especial, o setor oferece o intérprete e o ledor. “Os estudantes com dislexia, por exemplo, contam com o apoio do ledor, que os ajudará na hora de fazer as provas”, explicou Nathalia Quintella, professora de Libras. Os estudantes que tiverem interesse no serviço, podem contatar o Nappa pelo telefone 2641-7025 ou pelo e-mail acolhimentonappa@unifeso.edu.br e agendar um horário.
Por Juliana Lila
