“Os dados trazidos pelos alunos são muito importantes para a construção dos índices, mas a diferença que o trabalho desenvolvido pelo projeto faz na construção destes futuros profissionais, é imensurável. Trazer as dificuldades vividas pelas pessoas no dia a dia, para além do que está presente no questionário aplicado, é a melhor resposta que podemos esperar do Proteger na vida dos nossos alunos”, enalteceu a professora Vivian Paim. Durante o encontro, os extensionistas tiveram a chance de compartilhar suas experiências em campo e dividir algumas situações comoventes e sensíveis nos bairros do Pimentel e Perpétuo.
“Ver doenças, que hoje têm tratamento mais acessível e relativamente simples, como a tuberculose, ainda presentes na sociedade e vitimando muitos teresopolitanos, me deixou bastante impactada. Como aluna do curso de Medicina, vejo que a informação é muito mais importante em certas comunidades do que intervenções do poder público mais robustas. Conhecer essas pessoas é fundamental para proporcionar uma vida mais digna e com qualidade, e isso o Proteger faz muito bem, produz conhecimento sobre essas famílias e vidas”, relata a estudante Ana Carolina Borba de Frias, do curso de Medicina do Unifeso.
O coronel Albert enalteceu a capacidade produtiva dos alunos e salientou como o trabalho tem feito a diferença para a organização institucional da Defesa Civil. “Cada um dos questionários preenchidos pelos alunos do Proteger traz informações muito mais importantes do que apenas um retrato técnico e científico, eles nos mostram como podemos fazer do nosso trabalho um instrumento de mudança na vida daquelas pessoas. Conhecemos necessidades reais, nos organizamos enquanto instituição que prega a prevenção, ou seja, podemos ser mais eficientes e humanos no nosso trabalho”, diz o secretário de Defesa Civil.
Para a professora Roberta Amaral, o projeto está cumprindo o seu papel enquanto atividade de Extensão, mas, acima de tudo, servindo de parâmetro para que outros municípios desenvolvam o mesmo trabalho. “Não temos dúvida da importância do Proteger na vida do teresopolitano, mas o exemplo que estamos dando para o país, através de um projeto inédito, pode ser ainda mais relevante. Os resultados positivos já colhidos e transformados em inovação administrativa para o poder público podem fazer com que a metodologia ultrapasse nossas fronteiras e isso seria incrível do ponto de vista do aprimoramento da administração pública”, ilustra a professora Roberta.
Para a sequência do projeto uma nova comunidade será analisada e contará com o reforço dos alunos do curso de Direito do Unifeso, que, através do trabalho da Clínica de Direito, farão as visitas a campo e posteriormente a análise de dados, conjuntamente com os participantes do Proteger. Em Santa Cecília, atuarão, além dos setenta componentes do projeto, outros trinta estudantes graduandos em Direito. “Esse é um reforço importante para o projeto e uma oportunidade de incluirmos questões muito sensíveis ao teresopolitano, como a regularização fundiária e os direitos envolvendo a propriedade. A ocupação do solo e os aspectos legais dessa ocupação são preocupações desta nova etapa do Proteger”, explica Anderson Duarte. Além de Santa Cecília, até o final desta segunda etapa, mais quatro comunidades receberão os alunos do Proteger: Rosário, Barroso, Morro do Tiro e Ilha do Caxangá.
