Na ocasião, foi ambientado um rico debate acerca do terceiro setor, com uma perspectiva nacional, contemporânea e holística sobre o tema. “O evento trouxe a necessidade de uma modernização do entendimento do que que é o velamento, termo que usam para o controle e fiscalização do Ministério Público sobre as fundações, saindo desta lógica do controle e de gestão da fundação para algo que vá ao encontro do diálogo, de forma a garantir as finalidades sociais e a saúde financeira das fundações. Foi um encontro muito enriquecedor”, contou a professora Verônica Santos Albuquerque, reitora do Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), que participou do evento representado a Instituição, juntamente com os professores Luis Eduardo Possidente Tostes, diretor Geral da Feso; Jorge Bragança, presidente do Conselho Cultural do Centro Cultural Feso Pro Arte (CCFPA); e Edenise Antas, diretora de Ensino a Distância no Unifeso.
O acompanhamento das fundações pelo Ministério Público, em especial pela Promotoria de Justiça de Fundações, também conhecida por Curadoria de Fundações, abrange aspectos de ordem administrativa e judicial. A Feso recebeu, no último dia 3 de março, a visita da Curadoria das Fundações (Confira aqui a matéria). Na ocasião, representantes da Feso receberam o Exmo. Sr. Dr. José Marinho Paulo Júnior, Promotor de Justiça designado junto à 2ª Promotoria de Justiça de Fundações do Ministério Público do Rio de Janeiro, que fez o convite para a Instituição participar do encontro como expositora.
Em seu estande, a Feso, através do CCFPA, encantou os visitantes com seus trabalhos de Tecelagem e Gravura, entre outros resultados dos cursos livres do CCFPA, informativos sobre a história da Pro Arte, documentações, trabalhos de extensão do Unifeso que ilustram as riquezas naturais da região Serrana do Rio de Janeiro, telão com vídeo institucional e mimos para os visitantes.
Para a violista Deborah Cheyne, da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), foi uma oportunidade de resgatar boas lembranças e de ter acesso ao material que conta a história da Pro Arte. “São muitas informações interessantes que me levam pelo tempo e quero mergulhar neste material. Foram tantas pessoas importantes que passaram pela Pro Arte e é preciso este reconhecimento, é um relevante trabalho de resgate, de registro e de organização de todas estas informações”, destacou Deborah. Ela relembrou que, há muitos anos, participou de um dos seminários internacionais da Pro Arte. “Os cursos de férias eram de referência e foram de uma importância enorme para a formação dos músicos daqui do Rio de Janeiro, pois traziam bons professores, em um ambiente de qualidade e intensidade com muitas atividades e bons concertos. A Pro Arte foi fundamental para uma geração enorme de bons músicos”, avaliou a musicista.
A Feso é uma entidade com personalidade jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, à qual cabe a gestão financeira e patrimonial de todas as suas unidades acadêmicas, assistenciais e administrativas. Tem por finalidade instalar e manter estabelecimentos de ensino de todos os graus, especialmente de nível superior; criar e manter serviços educativos e assistenciais; promover e incentivar a difusão das iniciativas, eventos e realizações de caráter cultural, instalando e mantendo órgãos especializados para este fim; promover cursos, seminários, simpósios e conferências de cunho educacional e criar e manter centros de pesquisas nos diversos campos de suas atividades. De acordo com o professor Jorge Bragança, “a Feso está tomando um curso muito forte atualmente, e o fato de ter uma outra fundação junto, o Centro Cultural - antiga Fundação Pro Arte, integrando a cultura e a educação, traz força e dá uma visibilidade muito grande para todo o Brasil. São poucas as universidades que dispõem de um centro cultural”, notou o professor Jorge Bragança.
Por Giovana Campos
